11 outubro, 2007

Bloco de Notas - Museus e Blogs

Consultar aqui.

10 outubro, 2007

Bloco de Notas - Museu Nacional da História da Imigração (França)

Ler aqui.

Sobre a Cité nationale de l'histoire de l'immigration, consultar esta página da Wikipédia.

Para consulta do site, o endereço é este.

Divirtam-se!

Muito interessante

Caros Museólogos

Não percam o video do passado dia 7 de Outubro 2007, no programa Câmara Clara:

http://www.dois.tv/programas/camaraclara/

Procurar em video
O tema é sobre: Colecções Privadas de Arte - com: Simonetta Luz Afonso e Francisco Capelo

08 outubro, 2007

Para uma profilaxia da micose...

Mas que diabo de pertinência tem um post sobre micose num blog sobre Museus, Museografia, Museologia e afins?

Toda! Perceberam bem? Toda!!!

A micose é, de uma forma geral, a designação dada aos vários tipos de infecções provocadas por fungos (os mais mórbidos, ávidos, como sempre, de tudo o que é sórdido, podem consultar a Wikipédia e desamparar aqui a loja).

A fungaria (que não a nasal), se presenteada com as condições ideais à sua proliferação, a saber, como todos aprendemos em Conservação Preventiva, temperatura elevada e alta percentagem de humidade relativa, propaga-se a um ritmo de fazer corar de inveja qualquer coelho adulto, saudável e a tomar o comprimido azul.

As micoses podem ser superficiais ou profundas. Fiquemo-nos hoje apenas pelo primeiro tipo.

A micose superficial consiste na aglomeração de fungos, sobretudo em zonas de maior pilosidade, junto das unhas ou, em zonas de intensa acumulação de humidade, como nas axilas, nas virilhas, entre os dedos dos mãos, causando a famosa frieira, e entre os dedos dos pés, dando origem ao conhecido "pé-de-atleta".

Ora a fungaria alimenta-se de uma proteína designada queratina. Quando o estágio de infecção se encontra já adiantado, podem igualmente surgir problemas de origem bacteriana.

A profilaxia da doença passa por uma série de cuidados que abordaremos em futura oportunidade. O célere desenvolvimento do combate a esta patologia inclui já técnicas desenvolvidas em ambiente lectivo, as quais permitem ao paciente do sexo masculino, por exemplo, com recurso à aplicação de dois dedos em cada um dos hemisférios do cós das calças e através de uma oscilação para cima e para baixo, em cambiante de tango argentino, friccionar com generosa amplitude, toda a micose que grassa no meridiano que leva do umbigo ao fundo das costas, com imediato alívio da área afectada.

E por agora, desculpar-me-ão os digníssimos leitores, tenho que interromper devido a uma comichão estranha que paira latente sobre a minha orelha esquerda e que solicita a minha imediata atenção. Mas voltarei ao assunto oportunamente.

Bem hajam!

07 outubro, 2007

Le Musée de La Republique, ou a mais jacobina das visitas


Pois parece que ninguém quis comentar o último passeio neste meio... Pelo menos o último e primeiro no qual participei, e sobre o qual aora me parece oportuno exorcizar a minha cabeça e contar o que me vai na alma. Até agora, com a falecida Carlota Joaquina, sempre me senti mais identificado, mas o novo Museu Nacional obriga a outra solenidade das afirmações. Comecemos.

Um Monárquico na base da República. Ou a república no lugar onde nunca deveria ter estado. Como sabem, após o 5 de Outubro de 1910 os Bens Nacionais da Casa Real passam à posse do Estado - o que é demagógico, já que sempre a ele pertenceram - e a Família Real, exilada, perde também os seus bens pessoais que NUNCA foram Estatais e que eles próprios sustentaram, como é o caso da Quinta de Belém. Assiste-se então a uma ocupaçao dos espaços da família fugida e, para não entrar em quezílias, sobem-se os nomes destas residências a palácios nacionais - que só foram Queluz e Ajuda. Alguns, como Vila Viçosa ou o património imóvel da Rainha D. Amélia circundante ao Teatro Nacional de S. Carlos, mantêm-se na posse indirecta da Família a que pertenciam e foram ou transformados como imóveis da Fundação ou transitaram a quem a Augusta Rainha bem quis, após a sua morte, entre os quais é contemplado o seu afilhado de Batismo Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança. Lembre-se o sucedido há meia dúzia de anos com a exilada Família Real Grega, outrora proíbida de entrar no país onde reinava e que conseguiu, pelo Tribunal Internacional, reaver os bens que lhe tinham sido usurpados... Enfim, lá estou eu a fugir ao tema...

Pois bem, museu da presidência. Visitas em grupo, com uma Guia, controle total dos movimentos por uma segurança de um senhor que nem se encontrava no palácio - curiosamente foi o dia em que morreu o seu pai, que em Paz descanse - e visita a meia dúzia de salas onde vemos o que a república reuniu: um mobiliario de qualidade secundária, e quando bom vindo dos palácios reais e das colecções de D. Fernando II, nada que identifique o sistema. Nem aquela senhora despudorada se mostrou com o seu melhor Negligé no palácio; A única sala com legendas de difícil acesso, compreensão - e até arejamento - e a capela redecorada com quadros sobre a vida de Maria de Paula Rego a pedido de um presidente agnóstico ou ateu e de origem semita era o mais próximo de uma tortura própria de Dashau, com os escassos metros quadrados que nem quero imaginar quantos seriam, uma fraca iluminação e um super-povoamento momentâneo que torna a visita não só desagradável como de difícil captação do que se vê.

A Varanda um espaço delicioso, o jardim não é pisável no seu patamar inferior nem visitável no superior. Consequências da cultura em espaços públicos mas privados, diria o outro. E cada vez mais a Res Pública é Res Stricta...

O Museu da Presidência é escuro, confuso, sem percurso e sem ligação entre si. Quadros a dois níveis que levam o visitante a querer saber coisas sobre os superiores sem ter que subir as escadas, e peças de valor menor oferecidas por outros países aos chefes do actual estado. No andar superior as condecorações civís portuguesas actuais, as principais herdadas da Monarquia mas feitas com muito menor qualidade - já não há o bom ouro e pedraria brasileira e do Ultramar - e alguns objectos, sendo os mais curiosos os de Sidónio Pais e dos Presidentes do Estado Novo - facto curioso, na actual socialisto-democracia que tanto teme esses fantasmas mais que mortos e que há quarenta anos proclamam um certo mês, que nalguns sectores mais fanáticos leva mesmo à bela frase de que "falta cumprir Abril", quando esse mês é bem mais completo que outros, e o Fevereiro que se cale pois de todos é o mais diminuto.

Enfim, para todos vós, roam-se: digno de museu foi o jantar em casa da Bruxa Má, com uma fantástica Sapateira que se tornou breve, um vinho delicioso que conseguiu escapar à sua total absorção, entre outras iguarias. Valeu-nos isso, um manjar de reis, com direito a Bobos da Corte, teatros e Opera Bufa, para esquecer o pouco que a república ainda representa museológicamente - e quem sabe, não só...

03 outubro, 2007

Necrologia

Faleceu hoje, pelas 22 horas e 01 minuto, o blog Tertúlia do Pardal.
Faleceu o blog mas não faleceu a tertúlia pelo que se convoca todos os tertulianos para participar nas exéquias etílicas a ter lugar em hora e local a anunciar oportunamente.
Ámen!

01 outubro, 2007

Bloco de notas

Este bem pode ser o primeiro post de uma nova rúbrica igualmente sem periodicidade regular.

Julgo ser útil publicarmos aqui informação antecipada sobre tudo o que, ainda que remotamente, nos possa interessar no futuro próximo.

Cá vai então:

No âmbito da exposição “Os Gregos. Tesouros do Museu Benaki, Atenas”, na Fundação Calouste Gulbenkian, vai realizar-se um Ciclo de conferências intitulado AS LUZES DA GRÉCIA:

Auditório 3
Fundação Calouste Gulbenkian (Sede)
18.00 horas
Entrada livre

Segunda-Feira, 15 de Outubro de 2007
EM VOLTA DO MILAGRE GREGO
Maria Helena da Rocha Pereira / Universidade de Coimbra

Segunda-Feira, 29 de Outubro de 2007
POLIS E DEMOCRACIA: ONTEM E HOJE
José Ribeiro Ferreira /Universidade de Coimbra

Segunda-Feira, 26 de Novembro de 2007
A FILOSOFIA FALA GREGO
José Pedro Serra /Universidade de Lisboa

Quinta-Feira, 6 de Dezembro de 2007
DA KORE ARCAICA À VITÓRIA DE SAMOTRÁCIA
Rui Morais /Universidade do Minho